terça-feira, 12 de fevereiro de 2013
E correu. Correu tão longe que nem o vento a via. Correu com todas as forças que o pequeno corpo mantinha.
Correu e seguiu seu rumo. Construiu seus sonhos e visualizou um futuro. Quando se deu conta estava longe. Longe da linha de chegada, sequer na mesma estrada, então correu.
E na corrida um sorrisou esboçava. O suor escorria frio na pela pálida, mas seguia correndo.
Corria e cada vez mais ávida, corria e cada vez mais certa.
Nem um minuto olhou pra trás, porque sabia que o que ficou, ficou, nada mais resta.
Só o futuro. Correu. E corria ainda. Corria e num instante depois corria e ria.
Gargalhava!
Corria como se visse a ponte, depois da ponte o pote de ouro, o fim do arco-íris.
Corria como se visse o novo mundo, no novo mundoo todos os sonhos que um dia abafou.
Corria e sentia o vento como se fosse uma torcida que pedia que corresse ainda, mais e mais.
E livre sentia. E feliz sentia. Corria e ria. Corria e vivia.
sábado, 17 de dezembro de 2011
Se vão.
Eles se vão. Se vão e se voltam, por vezes revoltam.
Vão os jovens e as almas, as plumas, as balas.
Eles vão para lugar nenhum, incomum, apenas lugar.
Olham para o além, nada vêem, só querem estar.
Sentem o vento e sentem a chuva, não sentem o frio que perturba.
Jovens que gritam palavras vazias. Pobres mentes aflitas.
Eles se vão. Se vão e se voltam, se revoltam e passam.
Crescem e envelhecem e por vezes ainda revoltam, quando se voltam.
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