Eu sei que as vezes coloco muitas vírgulas separando um grande conteúdo em pequenos detalhes ou apenas confundindo e desafiando o velho português. Acontece que eu acho que as vezes as coisas não são como deveriam ser e textos não deveriam seguir regras. Não devem e as vezes os meus não seguem.
Assim é o meu mundo. Não é possível seguir o fluxo dos acontecimentos quando eles me aborrecem, por isso existem os universos paralelos e é para lá que eu vou quando me convém. Chamam esquecimento, fuga... me chamam lunática, pacífica... Não sei quem está certo, não existe nada disso no meu universo. Permito que alguns convidados entrem ou, por vezes, prefiro estar sozinha... isso não importa. Alguém me compreende, alguém não. Um dia gostam de vir comigo e noutro não, mas retornam quando querem pois há aqueles para quem a porta estará sempre aberta.
Um dia reclusa abri a porta e convidei alguém que demorou a vir. Já longe em meus íntimos devaneios posso ter dito minhas eventuais baboseiras, algumas soaram grosseiras, mas levou semanas para que eu percebesse. Tarde demais já que mais uma vez estava sozinha, a casa vazia embora a porta estivesse aberta.
segunda-feira, 27 de dezembro de 2010
quarta-feira, 10 de novembro de 2010
Um dia
Um dia os mistérios não serão mais do capítulos não lidos de um livro de história da quinta série. O céu não será azul anil ou negro estrelado, será uma cor sem denominação, sem interesse. Chegará o tempo onde não restarão por quês, porque as dúvidas serão apenas deja vus, nada mais. O sino das bicicletas não despertarão interesse, balões no céu, golfinhos no mar, será tudo apenas mais alguma coisa e não A coisa. Quando isso acontecer eu me tornarei poeira e me mudarei para o cosmo e para as lembranças.
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